quinta-feira, 17 de julho de 2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

As discussões sobre a futura Lei da Mídia - Luis Nassif

Trecho retirado do artigo de Luis Nassif - As discussões sobre a futura Lei da Mídia, pode/deve ser visto na integra aqui: http://jornalggn.com.br/noticia/as-discussoes-sobre-a-futura-lei-da-midia

4. As concessões têm que ser tratadas como concessão, não como propriedade da concessionária.

As concessões são espaços públicos oferecidos a grupos de mídia, com prazo de validade, podendo ser revalidadas ou não. Como concessão pública, devem obediência às leis e às normas éticas que devem regular meios de comunicação.
Por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente impõe a obrigatoriedade de oferecer programas com algum conteúdo educativo em horário nobre. Quem cumpre?
Haverá a necessidade de reforço do chamado horário indicativo. E conceito de liberdade de opinião deverá ser restrito ao jornalismo e às opiniões. Não pode ser invocado para blindar programas sensacionalistas nem se sobrepor às determinações do Código Penal.
Campanhas contra religiões afro ou outras formas de discriminação, incitamento ao crime - como no episódio Sherazade - não podem ser tolerados. Há que se ter uma legislação clara para submeter os abusos à fiscalização do sistema judiciário.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

"As minhas músicas, o senhor me desculpe, mas, modéstia parte, quem escolhe sou eu" - Hermeto Pascoal


por Hermeto Pascoal

“O primeiro contrato que eu fui assinar era na Continental, com um produtor de disco e os produtores eram ‘donos dos músicos’. Quando eu fui convidado pra gravar, pra mim era uma grande chance, uma oportunidade de gravar, as minhas músicas todas debaixo do dedo para tocar. Quando eu chego lá, tava lá uma lista, um papel com um monte de nomes de músicas. Aí ele pediu para eu sentar, e comec
̧ou a ler, e disse: “E agora? Está bom essas músicas aqui?” Eu digo: “Pra que?”. [Produtor:] “Já escolhi as músicas pra você gravar”. [Hermeto:]”As minhas músicas, o senhor me desculpe, mas, modéstia parte, quem escolhe sou eu. Isso aí que o senhor me falou, não são músicas, são letras. Tá muito ruim, quadrado. Isso aí eu toco na noite algumas vezes, uma ou duas dessas”. . . E eu estava na faixa dos 20 e poucos anos. [Produtor:] “Mas menino! Você vai perder uma chance dessas de gravar na Continental?” Eu digo: “Porque eu vou gravar? Porque eu sou bom músico ou não?”. [Produtor:] “É, mas você tem que escolher música conhecida”. Eu disse: “Mas eu quero ficar conhecido, se eu tocar música conhecida eu não vou ficar conhecido. Eu quero que as minhas músicas também fiquem conhecidas e que eu fique conhecido através das minhas músicas. Se for assim eu gravo, se não for assim, eu quero lhe agradecer, desculpa, mas eu não quero gravar nunca, não é só hoje não. Não quero que ninguém me convide, pode avisar para todos seus amigos empresários, diretores, que eu não quero gravar nunca a não ser as minhas músicas e como eu quero tocar. Não abro mão do jeito que eu quero gravar. Quem me chamar para gravar com alguém, tem que ser como eu quero tocar. Não estou precisando de nada, não quero nada” (BARROSO, 2009). Hermeto

domingo, 23 de março de 2014

Qual a relevância do ECAD?

por Teo Oliver
"Inventou o fogo - Não processa todo mundo por copiar"

Muita gente esta discutindo as novas porcentagens e regras do ECAD. Tudo bem, isso ainda é importante (infelizmente). No entanto, acho que mais do que isso, importante mesmo é discutir a relevância do ECAD e dos direitos autorais. Para mim, como vocês já sabem, eu não gosto nem de uma coisa nem da outra.

Já faz tempo que eu venho estudando e escrevendo sobre Cultura Livre (o CantoDoMundo) esta lá (aqui) para isso.

Acredito que a cultura deve ser acessivel a todos, não só no sentido de "consumo" mas no de produção, e reutilização.

A nossa lei diz, que a partir do momento que o autor idealizou e registrou um obra, de qualquer forma que seja, ela já esta protegida pelos direitos autorais. Eu penso o contrario, todo conteúdo artístico imediatamente após ser produzido é automaticamente propriedade de todos...ou melhor, propriedade de ninguém.

Eu sei que é complicado...esse tipo de pensamento sugere um novo sistema político/econômico/cultural. Mas não é exatamente isso o que estamos precisando?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Ocupação Jardim União: luta por moradia digna busca novas estratégias

Esta foi um indicação feita pela Rádio Várzea. Alias, para que ainda não conhece vale muito a pena dar uma olhada, deixo os links no final do texto.

"Rádio Várzea recomenda:

"O Grajaú é o distrito mais populoso de São Paulo, com 1 milhão e 100 mil habitantes, segundo levantamento da subprefeitura. O Plano Diretor Estratégico de São Paulo, idealizado pela prefeitura, promete a construção de 55 mil moradias, destas, 16 mil na região, número incompatível com a demanda habitacional. Hoje existe 1 milhão e 200 mil pessoas na lista por moradia com o auxílio aluguel. O valor entregue para as famílias cadastradas, gira em torno de R$ 400 reais.""


)


Links para a Rádio Várzia:

http://varzea.radiolivre.org/ 
https://www.facebook.com/pages/R%C3%A1dio-V%C3%A1rzea-Livre/346193805490631