quarta-feira, 24 de setembro de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Oriki de Oxum | Projeto Axial

...suave, leve, me leva...me eleva...me....



"Água que vai para o mar
Teus cílios luzes para mim
Mãe suave, ave leve
Ave leve, eleva-me."

Oriki - forma poética ioruba - de Oxum, transcriado por Antonio Risério e publicado no livro Oriki Orixá. O Projeto Axial apresenta sua versão musicada e cantada por Sandra Ximenez com arranjo de Felipe Julián.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

As discussões sobre a futura Lei da Mídia - Luis Nassif

Trecho retirado do artigo de Luis Nassif - As discussões sobre a futura Lei da Mídia, pode/deve ser visto na integra aqui: http://jornalggn.com.br/noticia/as-discussoes-sobre-a-futura-lei-da-midia

4. As concessões têm que ser tratadas como concessão, não como propriedade da concessionária.

As concessões são espaços públicos oferecidos a grupos de mídia, com prazo de validade, podendo ser revalidadas ou não. Como concessão pública, devem obediência às leis e às normas éticas que devem regular meios de comunicação.
Por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente impõe a obrigatoriedade de oferecer programas com algum conteúdo educativo em horário nobre. Quem cumpre?
Haverá a necessidade de reforço do chamado horário indicativo. E conceito de liberdade de opinião deverá ser restrito ao jornalismo e às opiniões. Não pode ser invocado para blindar programas sensacionalistas nem se sobrepor às determinações do Código Penal.
Campanhas contra religiões afro ou outras formas de discriminação, incitamento ao crime - como no episódio Sherazade - não podem ser tolerados. Há que se ter uma legislação clara para submeter os abusos à fiscalização do sistema judiciário.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

"As minhas músicas, o senhor me desculpe, mas, modéstia parte, quem escolhe sou eu" - Hermeto Pascoal


por Hermeto Pascoal

“O primeiro contrato que eu fui assinar era na Continental, com um produtor de disco e os produtores eram ‘donos dos músicos’. Quando eu fui convidado pra gravar, pra mim era uma grande chance, uma oportunidade de gravar, as minhas músicas todas debaixo do dedo para tocar. Quando eu chego lá, tava lá uma lista, um papel com um monte de nomes de músicas. Aí ele pediu para eu sentar, e comec
̧ou a ler, e disse: “E agora? Está bom essas músicas aqui?” Eu digo: “Pra que?”. [Produtor:] “Já escolhi as músicas pra você gravar”. [Hermeto:]”As minhas músicas, o senhor me desculpe, mas, modéstia parte, quem escolhe sou eu. Isso aí que o senhor me falou, não são músicas, são letras. Tá muito ruim, quadrado. Isso aí eu toco na noite algumas vezes, uma ou duas dessas”. . . E eu estava na faixa dos 20 e poucos anos. [Produtor:] “Mas menino! Você vai perder uma chance dessas de gravar na Continental?” Eu digo: “Porque eu vou gravar? Porque eu sou bom músico ou não?”. [Produtor:] “É, mas você tem que escolher música conhecida”. Eu disse: “Mas eu quero ficar conhecido, se eu tocar música conhecida eu não vou ficar conhecido. Eu quero que as minhas músicas também fiquem conhecidas e que eu fique conhecido através das minhas músicas. Se for assim eu gravo, se não for assim, eu quero lhe agradecer, desculpa, mas eu não quero gravar nunca, não é só hoje não. Não quero que ninguém me convide, pode avisar para todos seus amigos empresários, diretores, que eu não quero gravar nunca a não ser as minhas músicas e como eu quero tocar. Não abro mão do jeito que eu quero gravar. Quem me chamar para gravar com alguém, tem que ser como eu quero tocar. Não estou precisando de nada, não quero nada” (BARROSO, 2009). Hermeto