segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rock In Rio, Eu Vou...Ficar Em Casa. (Part. 1)

por Teo Oliver

Esgotaram-se os ingressos do primeiro lote para o Rock In Rio em apenas 21 dias...Sim, todos os 100.000 bilhetes, e isso com menos de 10% da programação anunciada.
Isso quer dizer que 100.000 pessoas, em novembro do ano passado, compraram um ingresso de 190 reais (95 a meia), para um show em setembro (do outro ano) sem saber o que poderiam assistir.

...Hummmm, que coisa não?
Por outro lado, é estranho pensar que existe um grande circuito musical em São Paulo, por exemplo nos Sescs ou casas de cultura em geral, mas que são pouquíssimo frequentados, ou valorizados. O preço da entrada varia, na maioria das vezes, entre 0 a 15 reais e isso te da acesso a bandas excelentes, compostas pelos melhores músicos brasileiros e estrangeiros.

Eu não consigo entender por que esses shows, com ingressos baratos, som da melhor qualidade, conforto e com ótimos músicos, não lotam.

Então quer dizer que para pagar 190 reais no Rock In Rio temos público e um público que em menos de 60 dias, comprou mais 600 mil ingressos! Mas para ir num show, de graça, ou custando até 15 reais…não, ai não rola.

2 comentários:

Gui disse...

Ao meu ver Teo, o que acontece nesses casos é o mesmo que acontece com as grifes de roupa. O cara não quer uma calça jeans legal e confortavel, o cara quer uma Diesel, uma Levis, etc. Muita gente paga esse absurdo sem nem saber se vai tocar a sandy ou o junior, simplesmente pra dizer: Eu fui no Rock In Rio. Assim como conheço umas pessoas que foram no SWU para falar que foram e não pra apreciar uma ou mais bandas em especial.

Em 2000 e poco (acho que 2004) fui no show do Stones em Copacabana com meu Primo, meu Pai e mais uns amigos que queriam ver os Stones, gostavam do som, sabiamos cantar várias músicas, etc. Deu 1,1 milhão de pessoas no show. Para nós foi uma merda, porque a maioria foi la pra dizer que foi no show do Stones ponto. E ai você se sentia até mal, os Stones vem pro Brasil fazem um show em Copa e ninguem cantava nada, muita gente nem olhava pro palco, essas coisas.

A música, assim como os shows de certo modo virou mais um bem de consumo qualquer, o importante é ter, é falar que foi. Pouco importa ir atrás de um som que realmente te faça pirar. Um dos melhores shows que já fui na minha vida (talvez o melhor) foi no Sesc Pompéia: O segundo festival brasileiro de gaita. Paguei 10 pila por noite.

Abraços,

Gui

Danilo disse...

Sem contar que puta organização ruim, normamente o som tá uma merda e as bandas não tocam com a mesma pegada de tocar num pico pequeno.