domingo, 7 de agosto de 2011

CantoDoMundo Entrevista: Comodoro

Entrevistei o Marcelo Nunes da Banda Comodoro, banda paulistana de Rock formada há 5 anos.
Mais em baixo vou colocar alguns videos e links interessantes para vocês saberem mais e poderem escutar esse som, Rock sem ficar fazendo graça e firulinhas...direto ao ponto. Coisa que ultimamente está difícil...vale a pena ouvir.


CantoDoMundo: Como surgiu a banda, e desde quando vocês estão na estrada?
Marcelo: Comodoro é uma banda paulistana formada há 5 anos, começou depois show do Iggy Pop no festival Claro Que É Rock que fomos juntos.
CantoDoMundo: Vocês gravaram o primeiro disco num sitio, conta mais sobre como foi essa experiência, por que a decisão de gravar num sitio, que equipamentos vocês usaram e como foi o processo.
Marcelo: Queríamos uma sonoridade diferente e um lugar legal que pudéssemos ficar mais a vontade, e fazer da gravação uma diversão e não um compromisso, por isso a opção de gravar no sitio que era do Azedo nosso batera. Os equipos eram do Biu nosso produtor, técnico e mixer do disco. O sitio tinha salas grandes com uma ótima acústica onde foi possível colocar microfones espalhados em banheiros e cozinha criando assim reverbs e delays naturais. Foi uma experiência muito legal que resultou no álbum Acabou o Bailinho do Comodoro, que foi lançado em 2008.

CantoDoMundo: Vocês estão gravando o segundo disco. Como fizeram (vão fazer) essas gravações dessa vez, qual a previsão para o disco ficar pronto?
Marcelo: Ao contrario do primeiro, esse disco vai ser feito em studio mas também produzido pelo Biu. A sonoridade está um pouco diferente, vai ser um disco com uma pegada mais forte, com riffs mais marcantes, mas sem perder as características da banda.

CantoDoMundo: Quais as perspectivas e próximos projetos da banda?
Marcelo: Primeiro terminar as gravações do Síndrome do Pântano, titulo desse segundo disco do comodoro e depois vem a famosa pergunta das banda independentes nos dias de hoje , o que fazer com o disco né?
Bom, a idéia é prensar no mínimo mil cópias pra divulgação pois mesmo com a internet o CD acho eu, ainda ser um bom cartão de visita, e também tem a possibilidade de ser lançado por um selo que já mostrou interesse pelo comodoro.
Quanto aos próximos projetos, temos vontade de fazer por incrível que pareça, uma versão acústica com musicas dos dois álbuns outras inéditas que acabaram ficando de fora dos dois discos.

CantoDoMundo: Como é dividir o tempo trabalhando no seu estudio e tocando/gravando com o Comodoro?
Marcelo: Isso acaba ajudando, pois quase todas as musicas foram construídas lá nos ensaios, e quando não estou trabalhando procuro estar sempre criando algo para o comodoro desde composição a divulgação da banda e tal...

CantoDoMundo: Os integrantes da banda tem empregos fixos? Relacionados a musica também?
Marcelo: Só o Azedo, nosso batera que trabalha com Ultraje a Rigor e o Zimbo Trio, os outros integrantes trabalham com mídia, o Grull (vocal) com Internet, Chubas (guitarra) fotógrafo e o Cronfli (baixista) que é jornalista.

CantoDoMundo: Qual foi o show/momento mais importante para a banda?
Marcelo: O Maquinaria Festival pois foi diferente de tudo que a gente já tinha feito. Primeiro por tocar ao lado de bandas que ajudaram a formar nosso gosto pelo rock, depois por tocar para tanta gente e ainda por tocar de dia, coisa inédita. Mas quando subimos no palco e começamos a tocar, acaba sendo um show como qualquer outro. Nos divertimos da mesma maneira.
Depois do festival, nosso myspace tem 10 vezes mais plays e muito mais gente conhece a banda.

CantoDoMundo: Fiquei sabendo que você é formado e abandonou tudo para vir para Sao Paulo, tentar a vida como músico. Você pode contar essa historia, fala mais sobre isso.
Marcelo: Sim, sou formado em Publicidade e Propaganda e trabalhei durante 6 anos como diretor de arte em uma agência em Santa Catarina, mas minha paixão sempre foi a música e como não estava contente com minha profissão, resolvi largar tudo e vir para São Paulo para trabalhar com o que eu realmente gosto de fazer. No começo não foi nada fácil pois viver da música no país do futebol sempre foi difícil em todos os tempos, mas hoje trabalhando com produção musical no studio La Casa vejo que largar tudo valeu muito a pena.

CantoDoMundo: Como você vê o cenário musical de São Paulo e do Brasil?
Marcelo: Sinceramente acho tudo mais do mesmo, fraco, bonitinho demais. Sinto falta de bandas atuais que fazem um som honesto, simples e cru.
Sabemos que o "Jabá" manda nas rádios e televisões, a mídia é impiedosa com nossos ouvidos, jogam quem paga mais, inventam tendências e acabam escondendo a verdadeira musica no brasil.

CantoDoMundo: Quais as suas influencias?
Marcelo: São muitas, sempre ouvi muita musica desde moleque, mas as que mais me influenciam são bandas tipo:
Misfits, Ramones, The Cramps, Dead Kennedys e Queens of the Stone Age que escuto muito desde 1997 com o inicio da série Desert Sessions de Josh Homme.

CantoDoMundo: Por que viver de musica? De onde veio essa vontade de ser músico?
Marcelo: Tudo começou vendo meu avô tocar, desde de muito novo eu ficava encantado com o som que ele tirava daquela antiga viola. Ele fazia parte de uma orquestra de cordas que faziam os bailes de antigamente.
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Gostou? Quer ouvir os meninos? Então escuta:
Comodoro - Again No More

Comodoro - Jungle Julia

Clipe da Música "Ain't Right"

Curtiu o clipe e ficou curioso como foi feito? Making Off:


Mais informações:

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