terça-feira, 11 de outubro de 2011

Agarrate Catalina - Hombres Del Mundo/Homens do Mundo (Murga)

Uma das músicas que mais emocionaram e continuam emocionando...com uma das melhores letras (se não a melhor) que ja ouvi...

Traduzi para compartilhar com vocês...espero que gostem desta música e desse grupo de Murgueiros que amo tanto.

E para quem queria saber e ver um pouquinho mais sobre murga...esse é um bom exemplo:




Ahh…Os homens do mundo, cuidado com os homens do mundo...sabem tudo e não sabem nada
Falsos videntes, guias extraviados
Respiram inveja, cospem mesquindade, bebendo e repartindo o veneno da resignação

E então com a rebeldia devidamente domesticada, um dia a prodridao destroça os feiches de uma casa,
de uma oficina, de um bairro, do mundo.
Em que, um dia, dez anos, dois ceculos, um segundo.
Continuem com o seu, não vem tao mal…
Facam o seu trabalho, homens do mundo.

O mundo foi e será um porcaria
Eu ja sei
Eu posso te dar fé
pois o conheço bem
Eu sou homem do mundo
E vou te aconselhar
Sente-se por aqui
cala-se e escute
Te falta conhecer os desenganos que te dão os anos
E isso é uma ciência
E a você que é um bobão sem experiencia
um par de coisinhas vou te dizer.

Desde que esse mundo é mundo
As coisas são como são
E não a nada, te aseguro,
Nada novo baixo ao sol
Já vais ver, que isso é assim
Quando você foi, eu ja voltei
Se tenho visto idotas
Y tontos como você
Sacundindo o cabelo e cantando Rock and Roll...

Mas ao crescer, o menino
Colocou um terno e uma maleta
Aos dizoito anos
Todos querem ser o Ché
E depois chegam as contas,
As criaças e os quarenta
E param de encher

Eu conheço bem a gente
Não há honrado nem decente
Que não queria se dar bem
Acorde não seja ingenuo
Cada qual tem o seu preço
Que você caia do trapezio
todo mundo veio ver...

Jogar limpo é perigoso
Se aproxime do poderoso
que é mais facil acertar
Não se esforce pelo seu
Isso é coisa para otários
Fique experto e destrua
O trabalho dos demais

Ninguém te da nada
Não é negocio a franqueza
Amasse-lhes a cabeça
Não seja tonto, não pague mico
Já vai chegar o dia
De te olhares ao espelho
Descobrindo que os golpes
Te deixaram mau e velho
Vais compreender cansado
que te transformastes em mim

Não subas ao trapezio
Não presenteie seus abraços
Nunca olhe aos olhos
Nunca digas a sua opinião
Não chores, não se comova,
Não perdoes ao caído
Ataque-o pelas costas
Desconfie de teus amigos
E mesmo que estejas enganado
Nunca peças o perdão

Não ha maneira de cair
Se você fica no chão
Nem que te desilosiones
Se não tens ilusão

Se a final de contas vão te rebaixar
Para que tentar o voo
Você nunca queira a ninguém
E nunca estarás de duelo

Para que ninguém te traia
Nunca abras o coração

Para que se arriscar
Se o seu esta garantido

Para que mudar o mundo
Se você ja sabe que é assim

Para que você vai brigar
Com essa enorme desventura
Se nao final vão te enterrar

Para que provar a loucura
A loucura é necessaria
E perigosa de viver

Viver,
Mesmo que não saibas viver
Mesmo que te custe morrer
Sobre estas terras...

Viver,
Nesta selva infernal
Baixo a um relógio demencial
Por trás de um sonho
Com a verdade
Como uma lamparina
Contra o traidor
Contra o servil

Ninguém pode te dizer aonde ir
Ninguém te marca o destino
Ninguém pode te ensinar como viver
Ninguém conhece o caminho

Homens do mundo, preparam sua festa
Vão pedir a sua cabeça
Que cada urubu leve o seu saque

Fico com minha pobreza
Minha liberdade
Meu céu azul
Meu anjo guardião
A cruz do Sul

Um coração
Para compartilhar
A bendição
De ser feliz...

Original.......................................................................

Los hombres de mundo saben todo y no saben nada.
Son falsos videntes, guías extraviados.
Respiran envidia, escupen mezquindad, bebiendo y repartiendo el veneno de la resignación.
Y entonces con la rebeldía domesticada, la podredumbre destroza los cerrojos de una casa, de una oficina, de un barrio, un gobierno, el mundo.
En un día, diez años, dos siglos, un segundo.
Sigan con lo suyo no vienen tan mal...
Hagan su trabajo hombres de mundo.

El mundo fue y será una porquería
ya lo sé.
Yo te puedo dar fé
que lo conozco bien.
Yo soy hombre de mundo,
yo te voy aconsejar.
Sentáte por acá;
calláte y escuchá.

Te falta conocer los desengaños
que te dan los años,
y eso es una ciencia.
Y a vos que sos un gil sin experiencia,
un par de cositas, te voy a decir.
Desde que este mundo es mundo
las cosas son como son.
Y no hay nada, te aseguro,
nada nuevo bajo el sol.

Ya vas a ver que eso es así.
Cuando vos fuiste yo ya volví.
¡Si habré visto papanatas
y vejigas como vos,
sacudiendo la melena y cantando rocanrol!

Pero al crecer, el chiquilín,
se puso un traje y un maletín.
A los dieciocho años
todos quieren ser el Ché.
Y después llegan las cuentas,
los botijas, los cuarenta
y se dejan de joder.

Yo conozco bien la gente
No hay derecho ni decente
Que no se lleve la de él
despertate no seas necio
cada cual tiene su precio
Que te caigas del trapecio
Todo el mundo vino a ver

Jugar limpio es peligroso
Arrimate al poderoso
que es más fácil arreglar
No te esfuerces por lo tuyo
Eso es cosa para giles
Avivate y destruile
El trabajo a los demás

Nadie te regala nada
No es negocio la franqueza
Aplastales la cabeza
No seas gil no des changuí
Ya te va a llegar el día
De mirarte en el espejo
descubriendo que los golpes
te volvieron malo y viejo
vas a comprender cansado
que te transformaste en mí

No te subas al trapecio
no regales tus abrazos
nunca mires a los ojos
nunca digas tu opinión
no llorés, no te conmuevas,
no perdones al caído
atacalo por la espalda
desconfiá de tus amigos
y aunque estes equivocado
nunca pidas el perdón

No hay manera de caerte
Si te quedás en el suelo
Ni que te desilusionen
Si no tenés ilusión
Si total van a bajarte

Para que intentar el vuelo
Vos no quieras nunca a nadie
Y nunca estarás de duelo
Pa que nadie te traicione
No abras nunca el corazón
Para que vas a arriesgarte
Si la tuya está segura

Para que cambiar el mundo
Si ya sabés que es así
Para que vas a pelearte
Con la enorme desventura
Si total van a enterrarte
Pa que probar la locura
La locura innecesaria
Y riesgosa de vivir.

Vivir,
aunque no sepas vivir
Aunque te cueste morir
Sobre estas tierras

Vivir,
en esta jungla infernal
Bajo un reloj demencial
Detrás de un sueño

Con la verdad
Como candil
Contra el traidor
Contra el servil

Nadie te puede decir adonde ir
Nadie te marca el destino
Nadie te puede enseñar como vivir
Nadie conoce el camino

Hombres de mundo preparan su festín
Van a pedir tu cabeza
Que cada buitre se lleve su botín
Me quedo con mi pobreza
Mi libertad
Mi cielo azul
Mi ángel guardián
La cruz del sur

Un corazón
Que compartir
La bendición
De ser feliz

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