quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Rappa - Tribunal de Rua



A viatura foi chegando devagar
E de repente, de repente resolveu me parar
Um dos caras saiu de lá de dentro
Já dizendo, ai compadre, cê perdeu
Se eu tiver que procurar cê ta fodido
Acho melhor cê i deixando esse flagrante comigo

No início eram três, depois vieram mais quatro
Agora eram sete os samurais da extorsão
Vasculhando meu carro, metendo a mão no meu bolso
Cheirando a minha mão

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

E eu ainda tentei argumentar
Mas, tapa na cara pra me desmoralizar
Tapa, tapa na cara pra mostra quem é que manda
Porque os cavalos corredores ainda estão na banca

Nesta cruzada de noite, encruzilhada
Arriscando a palavra democrata
Como um santo graal
Na mão errada dos hômi
Carregada em devoção

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

O cano do fuzil
Refletiu o lado ruim do Brasil
Nos olhos de quem quer
Quem quer e me viu, único civil
Rodeado de soldados
Como seu eu fosse o culpado

No fundo querendo estar
A margem do seu pesadelo
Estar acima do biótipo suspeito
Nem que seja dentro de um carro importado
Com um salário suspeito

Endossando a impunidade
A procura de respeito

Endossando a impunidade
A procura de respeito

A procura de respeito
(Mas nesta hora) só tem (sangue quente)
E quem tem (costa quente, quente, quente)
La só costa quente, pois nem sempre é inteligente
(Peitar) peitar, peitar (um fardado alucinado)
Que te agride e ofende (pa te levar, levar, levar)
Pra te levar alguns trocados (diz aê)
Pra te levar, levar, levar
Pra te levar alguns trocados (segue a mão)

Era só mais uma dura
Resquício de ditadura
Mostrando a mentalidade
De quem se sente autoridade
Nesse tribunal de rua
Nesse tribunal
Nesse tribunal de rua

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