terça-feira, 17 de abril de 2012

Download: O que para alguns era problema, para muitos, hoje é a solução.

por Teo Oliver



Com medo de perder o monopólio músical e a força formadora de opinião, as gravadoras e artistas adestrados continuam a luta contra o download e compartilhamento....Mas essa luta eles já perderam. Enquanto as gravadoras insistem nesse modelo falido, mais serviços de distribuição de música livre aparecem e mais artistas disponibilizam suas músicas sob licenças abertas. 

Muita gente ainda tem essa visão de que o músico ganha dinheiro com venda de cds e direitos autorais...mas isso só é (foi) uma realidade para os que foram injetados na mídia pelas grandes (falidas) gravadoras e afins...e olhe lá.

Agora com o avanço da tecnologia, que barateou os custos de produção, a internet e novos meios de comunicação, abrem-se portas para o artista que é considerado pequeno use essas ferramentas para compor, gravar, mixar, compartilhar, organizar shows e eventos sem o intermediário. Ou seja, ele sozinho consegue gerir a própria carreira. É isso que assusta e escandaliza as grandes corporações, pois elas deixam ter a sua utilidade, ninguém mais depende de gravadoras, mais do que isso, não depende e não as quer. Devido ao grandes desserviço que elas fizeram para a cultura, os artistas já estamos calejados e não temos interesse nesse tipo de negocio que explora a nós e ao público.

Apesar do download ser colocado pela mídia como vilão do mundo cultural, para quem soube aproveitar essa mudança de paradigma, o download e compartilhamento se mostraram como verdadeiras soluções no meio artístico. 

Existem uma infinidade de artistas da melhor qualidade que licenciam a sua arte com licenças abertas (Creative Commons, CopyleftGPL etc) convidando o público a ouvir, compartilhar, modificar e fazer uma troca interessante de ideias e conteúdo.

E assim, a cada dia que passa, a música enlatada e descartável que nos é enfiada goela abaixo vai ser tornando mais irrelevante e menos rentável, o que fortalece ainda mais esse novo modo de pensar, produzir e consumir arte.

Verdadeiras “bibliotecas” livres tem se formado, por exemplo em sites como Jamendo, FMA (Free Music Arquive) e muitos outros. Artistas e público tem montando suas próprias cenas, rituais, formas de interação e troca, tornando-se cada vez mais independentes da cultura de massa alienante que é vigente nesse momento.

O download e o compartilhamento livre traçam uma ponte solida entre o artista e o fã que transita entre  mundo virtual e físico e que contribui sim com o artista comparecendo aos shows e muitas vezes pagando pela música que baixou de graça.

Alguns podem achar que isso é uma utopia, mas existem varios exemplos de bandas que tem feito feito isso e se dado muito bem, inclusive bandas grandes como Radiohead e NIN.

Para entender um pouco mais de como tem se dado essa coisa dos fãs pagarem pela arte sem a obrigação de, vale a pena ler esse texto do BaixaCultura:


Para quem ficou interessado aqui vai uma lista que montei com varios sites que disponibilizam conteúdo livre

Aqui no blog eu sempre indico artistas que pensam dessa forma, é só ficar experto e acompanhar os posts aqui no Canto...

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