sábado, 31 de março de 2012

zx80 music (Radiohead - Nude)

Música feita com instrumentos incomuns...sensacional!


zx80 spectrum + matrix printer + cmos scaner + hdd speaker = music





Para quem gostou e quer ouvir a original, ta na mão:


Radiohead - Nude




Dilbert - Mundo Físico vs Internet

"O mundo físico não mais tem o meu interesse. Encontro alegria apenas na internet."

quarta-feira, 28 de março de 2012

Alternativas Livres

Obs: Considero livre todo serviço, software, arte ou iniciativa que tenha alguma destas caracteristicas:  código aberto (opensource), colaborativa, licenciada em Creative Commons, Copyleft ou outras licenças do tipo.



Alternativas livres aos Serviços mais comuns:

Twitter - identi.ca
Facebook - Diaspora
Google maps - Openstreetmap
Google Search - Yacy
Dropbox - Owncloud
Windows/Mac - Ubuntu


Música livre para você baixar, ouvir, modificar, compartilhar e etc:

-Bagagem - Aplicativo que distribui música brasileira livre

-Jamendo - Abra seus ouvidos

-Free Music Archive - "It's not just free music; It's good music"


Busca de Conteúdo:

-Portal Dominio Publico - Biblioteca Digital Desenvolvida em Software Livre

-CC Sheach - Encontre contúdo que você pode partilhar, usar e remisturar

-Internet Archive - Acesso universal ao Conhecimento

-Open Library - Livraria Aberta

-Wikipedia - Enciclopédia Livre


-Open Culture - A melhor mídia livre cultural & educativa na web


-SourceForge - Ache, Crie e Publique Software Aberto de graça

Obs: Para quem gosta do Flickr, nas opções de busca você pode selecionar apenas imagens em Creative Commons também.


Blogs e Sites que indico:

-Baixa Cultura - Informação, divulgação e discussão de conceitos, acontecimentos e propostas ligadas à cultura livre e à (contra) cultura digital


-Cibermundi - Cibercultura, Cultura Livre, Software Livre e afins

-Transmidiática - Manipulações Digitais

- Creative Commons Licenças flexíveis para obras intelectuais

 -Atopos Pesquisa em comunicação digital na ECA/USP

-TorrentFreak - The place where breaking news, BitTorrent and copyright collide

Quem tiver mais dicas livres me manda pelos comentarios, quanto mais informação melhor!


sexta-feira, 23 de março de 2012

Abaixo-Assinado ao Minc

"O MinC de hoje desconhece os sistemas de acumulação financeira, de ganho unilateral de corporações com os direitos autorais e de imagens. Ao tornar-se refém de um modelo institucional arcaico, o governo federal vai aceitando que as forças mais reativas do modelo neoliberal passem a conduzir as subjetividades, tornando-se um instrumento para sustentar apenas desejos sociais compulsivos de consumo, como se estes fossem o meio de produção de sociabilidade."




"Há mais de um ano os incontáveis fazedores da cultura brasileira tem sentido os duros golpes desferidos por um ministério que em nada se parece com aquele do governo Lula, quando então as políticas públicas começaram a levar em conta a pluralidade exuberante das culturas brasileiras. De lá para cá, não foram poucos os manifestos contra os desmandos anacrônicos da Ministra Ana de Hollanda e contra a parcialidade corporativa de sua gestão. 

Nesse momento circula na rede um texto redigido à muitas mãos e assinado por Marilena Chauí, Eduardo Viveiros de Castro, Suley Rolnik, Laymert Garcia dos Santos, Gabriel Cohn, Moacir dos Anjos e Manuela Carneiro da Cunha, abordando de forma incisiva o despreparo da gestão Ana de Hollanda para lidar com as dinâmicas complexas e cambiantes da relação entre cultura e capitalismo no século XXI. 

A carta assinada por esses pensadores brasileiros traz à tona toda a insatisfação da sociedade civil com um ministério que se mostra insensível ao diálogo, incapaz de dar continuidade e muito menos aprofundar os processos amplificantes desencadeados durante a gestão Gil/Juca no Ministério da Cultura. Cabe a tod@s nós, produtores e criadores da cultura no Brasil, demonstrarmos nossa concordância e apoio ao documento, somando a ele a nossa voz e nosso desejo de mudança imediata na gestão do MinC. 

Os movimentos, entidades e indivíduos que integram o Mobiliza Cultura divulgamos aqui a carta e convidamos a tod@s que a assinem também, numa expressão coletiva da nossa luta pela cultura viva brasileira. "



http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N22382


Indico a todos que leiam a carta e caso estejam de acordo, que assinem o abaixo-assinado. Não podemos mais continuar com essa postura de acomodação e conformismo.


Site do Ministério da Cultura: http://www.cultura.gov.br/site/


terça-feira, 20 de março de 2012

Let’s Rock - A Exposição

Texto por Renata Viela Fernandes

Só falta o road sair do palco pra começar o show

De 4 de Abril a 27 de Maio vai rolar uma exposição muito rock’n roll, a Let’s Rock. Ambientada na Oca, no parque do Ibirapuera (SP) serão dias de workshops, palestras, filmes e claro, shows.
Com nomes de peso confirmados, como Bob Gruen, o fotógrafo que captou cenas inesquecíveis como Yoko e Lennon, Ramones, Bod Dylan e Kiss, só pra falar de alguuns clássicos (http://www.bobgruen.com/), a exposição promete ser o paraíso para os aficcionados.

Nas redes sociais (http://www.facebook.com/LetsRockExpo e no twitter @letsrockexpo) serão sorteados diariamente ingressos para a exposição, além de 1 guitarra que será entregue no final do evento. Além dessas promoções, haverá também um concurso cultural para soltar a criatividade: a premiação do melhor cartaz (no estilo lambe-lambe) ganhará uma guitarra e terá sua arte exposta no show de encerramento. Vale a pena conferir a exposição e conhecer tudo sobre a montagem e todas as curiosidades sobre os rockstars.

Serviço
Let´s Rock: A Exposição
Local: Oca - Parque do Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, S/Nº, Portão 3
Site: www.letsrockexpo.com.br
Entrada: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para idosos e estudantes)
Dias e horário: de terça a domingo, das 10h às 22h

sábado, 17 de março de 2012

Indicação Livre - Jenova 7

Trip Hop da melhor qualidade...






Donwload Licenciado em Creative Commons aqui.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Osama Bin Kony?

Documentário sensacionalista e com produção um tanto quanto hollywoodiana demais, não é mesmo?


O filme Kony 2012, pretende combater um problema que já existe a muito tempo e que não é um caso isolado. Pensei em fazer um texto aqui falando de como todos esses problemas, em grande parte (para não dizer total) vieram da invasão colonialista europeia e norte americana, que massacrou, explorou, expropriou e bagunçou territorios, colocou e tirou governos a seu bel-prazer e etc na Africa.  Mas todo mundo já sabe disso, então deixo um video e algumas imagens que resumem o meu ponto de vista e vão direto ao que penso ser a verdadeira agenda por traz dessa super produção viral que soube despertar aquele sentimento de luta incontrolavel dos ativistas de sofá e/ou revolucionário de facebook.

"Uganda 2011: Reserva de petroleo descoberta (2 bilhões de barris)

6 meses depois:

Kony 2012 - Join The Revolution...

- USA, Entendi o que voce fez ai..."










quarta-feira, 14 de março de 2012

Sentindo-se Triste e Deprimido? Você pode estar sofrendo de Capitalismo


Sentindo-se triste e deprimido? Você está ansioso? Preocupado com o futuro? Sente-se isolado e só?

Você pode estar sofrendo de Capitalismo.

Sintomas incluídos: Sem casa, desemprego, pobreza, fome, sentimento de impotência, medo, apatia, tedio, decadência cultural, perda de identidade, extrema auto-consciência, perda da liberdade de expressão, prisão, pensamentos suicidas ou revolucionários, morte.

Pergunte ao seu médico local, união ou ocupação em MayDay (Dia de Maio) #01Maio

Tradução: CantoDoMundo

segunda-feira, 12 de março de 2012

Calle 13 - La Bala/ A Bala




Tradução..............................................................

O martelo impacta a agulha
A explosão da polvora com força empurra
Movimento de rotação e translação
Sai a bala jogada fora do canhão

Com um objetivo direto
A bala passeia segura e firme durante seu trajeto
Ferindo de morte ao vento, mais rapida que o tempo
Defendendo qualquer argumento
Não lhe importa se seu destino é violento
Vai tranquila, a bala, não tem sentimentos

Como um segredo que não queres escutar
A bala vai dizendo tudo sem falar

Sem levantar suspeita, asegura sua matansa
Por isso tem cheia de chumbo sua pança

Para chegar a sua presa não necessita olhos
Menos ainda quando o caminho é traçado por um infra-vermelho
A bala nunca se da por vencida
Se não amta hoje, pelo menos deixa uma ferida

Logo de seu saída não havera parada
Obedece seu patrão apenas uma vez na vida

Há pouco dinheiro, mas ha muitas balas
Há pouca comida, mas ha muitas balas
Há pouca gente boa, por isso ha muitas balas
Cuidado que ai vem uma (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Há pouco dinheiro, mas ha muitas balas
Há pouca comida, mas ha muitas balas
Há pouca gente boa, por isso ha muitas balas
Cuidado que ai vem uma (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Escuta-se um disparo, pega confiança
O som a persegue, mas não a alcança
A bala saca suas presas de aço
E sem pedir permissão, entra pelo couro
Morde os tecidos com raiva e arranca, 
do peito as arterias para causar hemorragia

Voa o sangue batida de morango
Molho bolonhesa, syrup de frambuesa
Uma cascata de arte contemporaneo
Cor vermelho vivo sao pelo crâneo

Há pouco dinheiro, mas ha muitas balas
Há pouca comida, mas ha muitas balas
Há pouca gente boa, por isso ha muitas balas
Cuidado que ai vem uma (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Há pouco dinheiro, mas ha muitas balas
Há pouca comida, mas ha muitas balas
Há pouca gente boa, por isso ha muitas balas
Cuidado que ai vem uma (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Seria inacessível que alguém te mate
Se cada bala custasse o que custa um yate
Terias que economizar todo seu salario
Para ser um mercenario, terias que ser milionário
Mas não é assim, se mata por montões
As balas são iguais de baratas que as camisinhas
Ha pouca educação, há muitos cartuchos
Com se lê pouco, se dispara muito.

Há quem assassinam e não dão as caras
O rico da a ordem e o probe a dispara
Não se necessitam balas para provar um ponto
É logico, não se pode falar com um difunto

O dialogo distroi qualquer situação macabra
Antes de usar balas, disparo com palavras
Pla! Pla! Pla! Pla!

Há pouco dinheiro, mas ha muitas balas
Há pouca comida, mas ha muitas balas
Há pouca gente boa, por isso ha muitas balas
Cuidado que ai vem uma (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Há pouco dinheiro, mas ha muitas balas
Há pouca comida, mas ha muitas balas
Há pouca gente boa, por isso ha muitas balas
Cuidado que ai vem uma (Pla! Pla! Pla! Pla!)


Original................................................................

El martillo impacta la aguja
La explosión de la pólvora con fuerza empuja
Movimiento de rotación y traslación
Sale la bala arrojada fuera del cañón

Con un objetivo directo
La bala pasea segura y firme durante su trayecto
Hiriendo de muerte al viento, más rápida que el tiempo
Defendiendo cualquier argumento
No le importa si su destino es violento
Va tranquila, la bala, no tiene sentimientos

Como un secreto que no quieres escuchar
La bala va diciéndolo todo sin hablar

Sin levantar sospecha, asegura su matanza
Por eso tiene llena de plomo su panza

Para llegar a su presa no necesita ojos
Y más cuando el camino se lo traza un infrarojo
La bala nunca se da por vencida
Si no mata hoy, por lo menos deja una herida
Luego de su salida no habrá detenida
Obedece a su patrón una sola vez en su vida

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Se escucha un disparo, agarra confianza
El sonido la persigue, pero no la alcanza
La bala sacas sus colmillos de acero

Y sin pedir permiso, entra por el cuero
Muerde los tejidos con rabia y arranca,
El pecho a las arterias para causar hemorragia

Vuela la sangre batida de fresa
Salsa boloñesa, syrup de frambuesa
Una cascada de arte contemporaneo
Color rojo vivo, sale por el cráneo

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Seria inaccesible el que alguien te mate
Si cada bala costara lo que cuesta un yate
Tendrías que ahorrar todo tu salario
Para ser un mercenarío, habría que ser millonario

Pero no es así, se mata por montones
Las balas son igual de baratas que los condones
Hay poca educación, hay muchos cartuchos
Cuando se lee poco, se dispara mucho

Hay quienes asesinan y no dan la cara
El rico da la orden y el pobre la dispara
No se necesitan balas para probar un punto
Es lógico, no se puede hablar con un difunto

El diálogo destruye cualquier situación macabra
Antes de usar balas, disparo con palabras
Pla! Pla! Pla! pla!

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Tradução: CantoDoMundo

sábado, 10 de março de 2012

L5 - Minissérie Independente

"L5 é um projeto de minissérie independente financiada em crowdfunding, que começou no Kickstarter.com.
Com um orçamento global de US$ 15.000, a equipe Hemogoblin trabalharam horas incontáveis em pós-produção durante mais de um ano para criar o episódio piloto. Nosso desejo era o de demonstrar o quão longe você pode ir apertado, fora do sistema e utilizando inovação disruptiva para construir um filme a partir do zero.
Bem, estamos começando a sair de nossas cavernas e ver a luz do sol pela primeira vez em anos. Exausto, com morcegos nas nossas barbas e quase sem dinheiro, estamos finalmente nos aproximando do nosso dia de lançamento para L5, prova viva que uma produção de baixo orçamento, baseada em nuvem (cloud based), pode produzir maravilhas."


Trailer:
L5 Release Trailer from Studio Hemogoblin on Vimeo.


Sinopse:
Imagine voltar de uma aventura desgastante apenas para descobrir que sua casa está abandonada, vazia. Não apenas a sua casa, mas o seu bairro, sua cidade, na verdade, todos, em toda parte, parecem estar faltando. Isto é o que acontece com a tripulação da primeira missão tripulada à estrela Barnard - retornam após o despertar de animação suspensa para descobrir que seu ship-board AI, os enviou  em uma excursão relativista da vizinhança estelar, enquanto eles dormiam, dilatando o tempo tão severamente que cerca de 200 anos se passaram na Terra. Depois de chegar, eles descobrem que sua nave está à deriva em LaGrange ponto 5, dentro do alcance visual de uma vasta colônia cilíndrica O'neill. O lado noturno da Terra não mostra nenhuma luz e ninguém responde suas chamadas por nenhuma freqüência. Eles não têm escolha se não de se aclopar na colônia e explorar seu interior cavernoso, na esperança de encontrar ajuda. Quando eles encontram a colônia sem oxigênio e sem vida,  os restos da civilização humana cozinhando no Sol há décadas, sua situação se torna ainda mais terrível. 
Seguindo as tradições de grandes e ledarias ficções científicas, a exploração das relíquia de sua própria civilização irá levá-los em uma jornada trans-humanista e espiritual.



terça-feira, 6 de março de 2012

Visitado Por um Anjo - Borboleta Speed Metal

Eu não sou lá muito fan de speed metal...mas confesso que fiquei emocionado...


(clique na imagem para ampliar)


"Conheci uma borboleta outro dia...Eu estava no quintal, prestes a cortar a grama, quando uma Borboleta Monarch veio voando e pousou no meu dedo...

Eu perguntei o que ela queria e ela disse:

- Traga o Speed Metal dos anos 80.

Eu realmente me senti visitado por um anjo naquele dia..."

Tradução: CantoDoMundo

domingo, 4 de março de 2012

Para que serve o direito autoral?



Antes do texto, quero antecipar alguns comentários, na verdade, algumas comparações entre os “personagens” principais na história do direito autoral daquela e desta época. 
Mesmo sem alterar o contexto, é possível e pertinente trocar alguns termos, para entendermos como funciona a dinâmica entre os intermediários e autores:

Livreiros e Editores é o mesmo que dizer Gravadoras e Editoras (Produtoras).

A popularização dos livros que Gutemberg foi capaz de fazer com a invenção da prensa móvel pode ser comparada com disponibilização massiva de informação que internet proporcionou. No mundo da música temos o Napster ou atualmente as redes P2P como bons exemplos disso.

E por ultimo, o mais óbvio por pouco terem mudado com o tempo, a Igreja e a Monarquia permanecem nos mesmos papéis, são as grandes corporações e governos. 

O texto é uma parte do primeiro capítulo da apostila Direitos Autorais de Pedro Paranaguá e Sergio Branco - FGV Jurídica. Caso voce se interesse e queira estudar a apostila toda, ela pode se ser baixada na íntegra por aqui.
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O sistema internacional de direitos autorais

Como surge o direito autoral no mundo?

A Antiguidade não conheceu um sistema de direitos autorais tal como o concebido contemporaneamente.
Como se sabe, os antigos impérios grego e romano foram o berço da cultura ocidental, em virtude do espetacular florescimento das mais variadas formas de expressão artística, principalmente o teatro, a literatura e as artes plásticas. Era comum a organização de concursos teatrais e de poesia, nos quais os vencedores eram aclamados e coroados em praça pública, sendo-lhes também destinados alguns cargos administrativos de importância.
No entanto, nas civilizações grega e romana, inexistiam os direitos de autor para proteger as diversas manifestações de uma obra, como sua reprodução, publicação, representação e execução. Concebia-se, na época, que o criador intelectual não devia “descer à condição de comerciante dos produtos de sua inteligência”.Porém, já surgiam as primeiras discussões acerca da titularidade dos direitos autorais. A opinião pública desprezava os plagiadores, embora a lei não dispusesse de remédios eficazes contra a reprodução indevida de trabalhos alheios.
Curiosos exemplos nos proporcionam os autores que tratam do tema. Um deles, Daniel Rocha, relata que Euforion, filho de Ésquilo, conquistou por quatro vezes a vitória nos concursos de tragédia apresentando peças inéditas do pai como se fossem suas. Assim, supõe-se que o filho herdava também a obra intelectual como se esta fosse uma coisa comum.2
O domínio do autor sobre sua obra era tão grande que lhe possibilitava negociar até mesmo sua autoria. Há registros de um interessante caso em que o poeta Marcial discute com Fidentino, suposto plagiador de sua obra, os meios de aquisição de seus trabalhos. Marcial teria argumentado: “segundo consta, Fidentino, tu lês os meus trabalhos ao povo como se fossem teus. Se queres que os digam meus, mandar-te-ei de graça os meus poemas; se quiseres que os digam teus, compra-os, para que deixem de ser meus”. E teria ainda afirmado que “quem busca a fama por meio de poesias alheias, que lê como suas, deve comprar não o livro, mas o silêncio do autor”.3
Atualmente, como se sabe, os princípios mais elementares das leis de direitos autorais vedam a transmissão da autoria da obra, independentemente do meio pelo qual se dê a cessão. Mesmo no caso de obras caídas em domínio público, o nome do autor, se conhecido, deve permanecer a elas vinculado eternamente. Assim, quando se realiza um filme como Tróia,4 há que se fazer referência a Homero, em cuja obra A Ilíada o filme se baseia.

A invenção da tipografia e da imprensa, no século XV, revolucionou os direitos autorais, porque os autores passaram a ter suas obras disponíveis de maneira muito mais ampla. Nessa época surgiram os privilégios concedidos a livreiros e editores, verdadeiros monopólios, sem haver ainda o intuito, porém, de proteger os direitos dos autores.
Durante a Renascença, recuperou-se o gosto pelas artes e pela ciência, que haviam ficado latentes e sobejamente esquecidas ao longo de toda a Idade Média. Ao mesmo tempo em que a invenção da tipografia por Gutenberg foi capaz de popularizar os livros como nunca antes se imaginara possível, teve como consequência despertar o temor da classe dominante, representada à época pela Igreja e pela Monarquia, de perder o controle sobre as informações que estavam sendo propagadas, o que de fato começou a ocorrer.
Naturalmente, esse temor da Igreja quanto ao surgimento de ideias perigosamente hereges e da Monarquia quanto a motins políticos acarretou, em pouco tempo, inevitáveis represálias.
Paralelamente, já nesse primeiro momento surgiram práticas de concorrência desleal. Os livreiros em geral arcavam com custos altíssimos para a edição das obras escritas. Além disso, faziam incluir nas obras gravuras e informações adicionais ao texto original. Não raro, entretanto, tais obras eram copiadas por terceiros, que as reproduziam e imprimiam sem tomar todos os cuidados necessários e sem arcar com os custos da edição original.5

Por isso, também os livreiros passaram a se preocupar com sua atuação no mercado e decidiram pressionar as classes dominantes para terem seus direitos resguardados.
Com o passar do tempo, os livreiros começaram a obter lucro com sua atividade, mas continuaram a remunerar os autores de maneira exígua. Os autores, por sua vez, passaram a entender que eram detentores de direitos que mereciam ser protegidos.
Foi nesse cenário de temor por parte das classes dominantes em razão das ideias que poderiam vir a ser veiculadas, de insatisfação dos livreiros, que viam suas obras serem copiadas sem licença, e também dos autores quanto à remuneração recebida que surgiram os primeiros privilégios.
Claramente, o alvorecer do direito autoral nada mais foi que a composição de interesses econômicos e políticos. Não se queria proteger prioritariamente a “obra” em si, mas os lucros que dela poderiam advir. É evidente que ao autor interessava também ter sua obra protegida em razão da fama e da notoriedade de que poderia vir a desfrutar, mas essa preocupação vinha, sem dúvida, por via transversa.
No século XVI começaram a ser atribuídas licenças aos livreiros para que publicassem determinados livros. Mas passou-se a exigir dele que tivesse autorização do autor para publicar sua obra.
No entanto, a crescente insatisfação dos autores e o desenvolvimento da indústria editorial acabaram por enfraquecer o sistema de censura legal. Assim, na Inglaterra, a censura chegou ao fim em 1694 e, com ela, o monopólio. Os livreiros, debilitados, decidiram mudar de estratégia: começaram a pleitear proteção não mais para si próprios, mas para os autores, de quem esperavam a cessão dos direitos sobre as obras.6

Assim é que, em 1710, foi publicado o notório Statute of Anne (Estatuto da Rainha Ana), que concedia aos editores o direito de cópia de determinada obra pelo período de 21 anos. Mesmo sendo apenas um primeiro passo, tratava-se de evidente avanço na regulamentação dos direitos de edição, por consistir em regras de caráter genérico e aplicáveis a todos, e não mais em privilégios específicos garantidos a um ou outro livreiro individualmente.
Na França, logo após a Revolução, um decreto-lei regulou, de maneira inédita, os direitos relativos à propriedade de autores de obras literárias, musicais e de artes plásticas, como pinturas e desenhos.
Mas somente em 1886 é que surgiram as primeiras diretrizes para a regulação ampla dos direitos autorais. Foi nesse ano que representantes de diversos países se reuniram na cidade de Berna, na Suíça, para definir padrões mínimos de proteção dos direitos a serem concedidos aos autores de obras literárias, artísticas e científicas. Assim, celebrou-se a Convenção de Berna, que desde então serviu de base para a elaboração das diversas legislações nacionais sobre a matéria.
A convenção impôs verdadeiras normas de direito material, além de instituir normas reguladoras de conflitos. Mas o que de fato impressiona é que, apesar das constantes adaptações que sofreu em razão das revisões de seu texto — em 1896, em Paris; 1908, em Berlim; 1914, em Berna; 1928, em Roma; 1948, em Bruxelas; 1967, em Estocolmo; 1971, em Paris e 1979 (quando foi emendada) —, a Convenção de Berna, passados mais de 120 anos de sua elaboração, continua a servir de matriz para a confecção das leis nacionais (entre as quais a brasileira) que irão, no âmbito de seus Estados signatários, regular a matéria atinente aos direitos autorais. Inclusive no que diz respeito a obras disponíveis na internet.
18
 A história no Brasil: um direito constitucional

Antônio Chaves (1987:27) divide a história do direito de autor no Brasil em três fases: de 1827 a 1916, de 1916 a 1973 e desse ano aos nossos dias.
O primeiro diploma que contém uma referência à matéria é dos mais nobres e reverenciados: a lei de 11 de agosto de 1827, que “crêa dous Cursos de sciencias jurídicas e sociaes, um na cidade de São Paulo e outro na cidade de Olinda”.7
Embora o Código Criminal de 1830 previsse o crime de violação de direitos autorais, a primeira lei brasileira a tratar especificamente da proteção autoral foi a Lei no 496/1898, também chamada de Lei Medeiros e Albuquerque, em homenagem a seu autor.
Até o advento dessa lei, no Brasil, a obra intelectual era terra de ninguém. Tanto era assim que Pinheiro Chagas, escritor português, reclamava ter no Rio de Janeiro um “ladrão habitual”, que ainda tinha a audácia de lhe escrever dizendo: “Tudo que V. Exa publica é admirável! Faço o que posso para o tornar conhecido no Brasil, reimprimindo tudo!”. O que ocorria é que, na época, era comum pensar-se que a obra estrangeira, ainda mais do que a nacional, podia ser copiada indiscriminadamente.8
A Lei no 496/1898 foi, porém, logo revogada pelo Código Civil de 1916, que classificou o direito de autor como bem móvel, fixou o prazo prescricional da ação civil por ofensa a direitos autorais em cinco anos e regulou alguns aspectos da matéria nos capítulos “Da propriedade literária, artística e científica”, “Da edição” e “Da representação dramática”.

Somente em 1973 foi que o Brasil viu publicado um estatuto único e abrangente regulando o direito de autor. Segundo Antônio Chaves (1987:32):

Não correspondendo mais os dispositivos do CC [Código Civil], promulgados no começo do século, sem embargo de sua atualização através de numerosas leis e decretos que sempre colocaram nossa legislação entre as mais progressistas, às imposições decorrentes dos modernos meios de comunicação, foi sentida a necessidade de facilitar seu manuseio de um único texto.

A Lei no 5.988, de 14 de dezembro de 1973, vigorou até a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nossa lei atual de direitos autorais, que passaremos a chamar daqui por diante de LDA.
Mas antes de analisarmos a LDA, convém tratar brevemente de um assunto extremamente relevante: o caráter constitucional dos direitos autorais.
A primeira Constituição brasileira, a do Império, de 1824, não tratou de direitos autorais. A primeira Constituição a garanti-los foi a de 1891, promulgada dois anos após o nascimento da República. A partir de então, e à exceção da Carta de 1937 — editada sob o regime autoritário do Estado Novo —, todas as constituições brasileiras garantiram os direitos autorais, inclusive a de 1967 e sua Emenda Constitucional no 1, de 1969, que assegurava aos autores de obras literárias, artísticas e científicas o direito exclusivo de utilizá-las, sendo esse direito transmissível por herança, pelo tempo que a lei fixasse. Sob a égide desse dispositivo constitucional surgiu a Lei no 5.988/73, que regulou a matéria pela primeira vez de maneira completa em nosso país.
Com a edição da Constituição de 1988, os direitos autorais encontraram ampla guarida. Dessa forma, é fundamental analisarmos, ainda que brevemente, a perspectiva civil-constitucional e sua importância para a compreensão do estudo do direito autoral no Brasil.
Como se sabe, diante das inúmeras questões com que a vida contemporânea nos tem desafiado, e que se refletem no caráter cada vez mais específico que as soluções para problemas práticos precisam ter, o Código Civil se tornou absolutamente insuficiente para abranger toda a regulamentação da vida do homem comum. Desse modo, várias matérias passaram a ser inteiramente reguladas fora do âmbito do Código Civil, por meio de leis específicas.
De fato, “assistimos, entre as duas grandes guerras, a um movimento de socialização do direito, seguido de novos ramos do direito privado e público, dotados de princípios próprios, reconhecidos como ‘microssistemas’”.9
Por isso, nenhum tópico pode ser contemporaneamente estudado sem que se considere o todo. Não existe mais autonomia absoluta entre as matérias jurídicas — se é que algum dia tal autonomia existiu —, e mesmo a bipartição direito público-direito privado vem há muito sendo contestada.10 É, pois, fundamental analisarmos o direito autoral como um direito constitucionalmente previsto. Dado que a LDA muitas vezes será absolutamente insuficiente para resolver os problemas práticos propostos, como veremos adiante, somente a partir da interpretação constitucional da lei é que poderemos chegar, com certa razoabilidade, a decisões consonantes com o tempo em que vivemos.

1 Leite, 2005:116, que contém excelente análise histórica dos direitos autorais.

2 Rocha, 2001:14. 

3 Ibid., p. 15. 

4 Troy, dirigido por Wolfgang Petersen em 2004.

5 Vê-se assim que a chamada “pirataria” não é uma prática exclusivamente contemporânea. É evidente que o avanço da tecnologia permite que a contrafação seja uma prática difundida e lucrativa, já que a cópia de obra alheia resulta em exemplares muitas vezes praticamente idênticos ao original e de custo muito reduzido, prejudicando-se em muitos casos a qualidade da obra e o investimento feito em sua concepção, manufatura e distribuição.

6 Abrão, 2002:29.

7 Chaves, 1987:28. 8 Rocha, 2001:23.

9 Pereira, 2004:23.


quinta-feira, 1 de março de 2012