quinta-feira, 23 de maio de 2013

O livre pensador e o homem-massa coletivista

por Caco Tirapani

Eu tenho notado a dessemelhança do perfil psicológico entre o livre pensador e o homem-massa coletivista. Segundo minha experiência, ser um livre pensador é adotar uma posição que não se pode exercer impunemente. O homem livre diz o que pensa à revelia das opiniões dos outros, contando já com as consequências que ele vai ter de arcar: o peso de ser o que se é, e pensar como se pensa. Para o livre pensador a verdade continua sendo um valor acima da conveniência. O homem-massa, ao contrário, quer o reconhecimento, e ele fará qualquer coisa possível para conseguir o afeto da maioria, para ter o reconhecimento de seus pares, o aceite no grupo, a pertença do rebanho. O homem-massa não acredita na verdade, mas sim na conveniência dos discursos, e deixará de sustentar qualquer pensamento ou opinião tão logo esta coisa deixe de ser popular, ou receba duras críticas. O homem-massa quer agradar, quer receber aplausos, ele quer ser desejado e reconhecido. O delírio pós-moderno em busca da fama é um sintoma disso. Ninguém mais quer a excelência na arte, no conhecimento, em coisa alguma, querem apenas o fruto social da excelência: a fama. O homem-massa quer os holofotes voltados para si, quer as atenções voltadas para si. Mas - eu pergunto - quando os holofotes estiverem voltados para si, o que haverá para mostrar afinal?


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